A dengue é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e exige das gestões municipais estratégias cada vez mais eficazes de monitoramento e controle. Em Ituverava, interior de São Paulo, a combinação entre ações tradicionais de vigilância e a adoção de tecnologia inovadora trouxe resultados expressivos.
O cenário da dengue em Ituverava, São Paulo
Ituverava, município de aproximadamente 40 mil habitantes no estado de São Paulo, enfrentou nos últimos anos o desafio da dengue como muitas cidades da região. A cidade registrou, em 2024, 236 notificações de dengue, das quais 63 casos positivos confirmados. Esse número coloca Ituverava entre os municípios com menor incidência da doença na microrregião, ao lado de localidades como Buritizal, Aramina, Miguelópolis, entre outras.
No estado de São Paulo como um todo, o cenário é crítico: em 2024 foram mais de 2,1 milhões de casos confirmados de dengue, o maior número já registrado desde o início das séries históricas em 2000. Essa disparidade evidencia que, apesar do elevado risco estadual, Ituverava tem conseguido manter seu número de casos muito abaixo de várias outras cidades com perfil demográfico e climático parecidos.
Como o M.I.Aedes vem ajudando o município de Ituverava no combate à dengue
A implantação do M.I.Aedes em Ituverava tem tido impacto direto no controle da dengue. Com a utilização da ferramenta, a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu monitorar em tempo real a presença de mosquitos e agir de maneira mais rápida e certeira nos locais críticos.
Segundo gestores do município, antes da implantação, ações como visitas casa-a-casa, retirada de criadouros e identificação de focos do vetor dependiam de identificação manual de casos, com deslocamento massivo de agentes conforme notificações, um processo que muitas vezes atrasava frente ao ciclo do mosquito.
Com o M.I.Aedes, essas etapas foram otimizadas: o sistema permite saber, praticamente de imediato, onde estão os focos, facilitando intervenções antes que haja propagação.
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Como resultado, Ituverava teve uma redução expressiva no número de casos de dengue, mantendo números baixos em comparação a municípios adjacentes com população parecida, com uso mais inteligente dos recursos, como conta Márcio Oliveira Carvalho, Coordenador da Vigilância Sanitária de Ituverava:
“Um outro ponto positivo com a M.I.Aedes é que, no momento de estabilização, a equipe continuou fazendo monitoramento das armadilhas, porém a outra equipe está disponível para fazer outros trabalhos, que é a parte educacional, nas escolas, a parte de visita a postos de saúde para orientação, enfim, trabalha toda a parte preventiva. Então a gente tem trabalhado mais escolas, tem trabalhado mais bairros, tem trabalhado mais pontos críticos para fazer informação e orientação. É muito gratificante, tanto para a gente quanto para a equipe”.
Confira, abaixo, as entrevistas completas com integrantes da gestão de saúde de Ituverava.
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Entrevistas com integrantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Vigilância Sanitária de Ituverava/SP
Sérgio Chicote – Gestor de saúde pública na SMS de Ituverava/SP
Como e quando a Secretaria de Saúde de Ituverava conheceu o M.I.Aedes, e por que decidiu fazer essa parceria?
Nós conhecemos o M.I.Aedes no congresso de 2023 do Cosens, lá na cidade de Santos, onde tinha um stand. Conhecemos o produto, o software, para que pudéssemos usar como uma ferramenta a mais aqui no controle da dengue no município de Ituverava. Como nós tínhamos alguns casos em evolução naquele ano, nós resolvemos fazer uma parceria e trazer o M.I.Aedes para Ituverava.
Que resultados vocês observaram no número de casos após a adoção da ferramenta?
Foi um grande sucesso. Em 2024 nós tivemos uma redução muito grande do número de casos de dengue, chegando no máximo a 60 casos de dengue no município de 40 mil habitantes, onde os municípios adjacentes tinham um número de casos muito maior do que aqueles que estavam acontecendo aqui no município.
Antes do M.I.Aedes, como funcionavam as ações de controle?
Antes do M.I.Aedes, em Ituverava, todas as ações voltadas para o controle da dengue eram através dos agentes de controle de endemias e os agentes comunitários de saúde. Casa a casa, retirada de criadouro. O reconhecimento da área, a divisão deles no município de Ituverava, era através da territorialização, que já está desenhada, para que tenha uma cobertura de 100% de Ituverava e seus três distritos.
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E o que mudou no procedimento após a adoção do M.I.Aedes?
Com a implementação do M.I.Aedes, houve uma maior facilidade na forma de se enxergar o que realmente está acontecendo, em tempo real, com as armadilhas que são implantadas de forma planejada na casa dos cidadãos. Então nós conseguimos ter isso em tempo real através do software, através do celular, e a ação dos agentes é muito mais rápida e mais certeira, mais ágil para que consiga bloquear o vetor.
Além da ação operacional, houve impacto em termos de educação e envolvimento da população?
Eu acredito muito na educação e na saúde. A educação e a saúde andam juntos. Não tem como nós falarmos só de saúde assistencial se nós não tivermos o conhecimento conceitual da educação. Então um dos motivos que nos levou a implantar, e também a reconhecer a efetividade do monitoramento integrado, foi a construção do trabalho que nós fizemos, para que nós possamos fazer essa divulgação de uma forma mais ampla, no sentido de pensar na saúde pública, o quanto outros municípios possam aderir e realmente ver o resultado acontecer.
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Raquel de Paula Souza Rezende – Secretária da Saúde de Ituverava/SP
Como era o processo de detecção de focos de dengue antes do M.I.Aedes?
Quando o município ou a unidade básica de saúde recebia as informações: “Olha, temos um caso, temos dois, três, específicos numa região”, nós acionávamos a equipe do controle de vetores, da vigilância, e esses agentes iam até o local para tentar descobrir focos, tentar fazer o controle mecânico se fosse necessário. Era mais ou menos assim, tudo dependia muito do número de casos encontrados naquela região, mas era tudo muito manual, muito demorado, às vezes de repente passava até o período, o ciclo ali importante, mas era feito dessa forma.
E como era a operação para combater esses focos?
Era feito dessa forma: deslocava a equipe, que ficava na cidade toda, e acabava deslocando metade dela para aquele local específico. E assim, tem um detalhe: a gente tem um número específico de agentes de endemias, né, muito limitado. A região é grande, então o agente ia naquele lugar, casa a casa. Descobria um local específico, reunia um, dois, três, para trabalhar naquela casa onde tinha um foco.
E a gente tinha dificuldade também: quando a gente acionava num local específico, o restante da cidade ficava desassistido. Então a gente não tinha esse preparo. Então acontecia também muito isso, quer dizer, você tem o trabalho casa a casa, mas tinha um local específico onde foi encontrado um mosquito, um foco e tem casos positivos naquele lugar, acionava um número maior para poder trabalhar naquela região.
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Como foi o processo de implantação do M.I.Aedes em Ituverava, e qual foi a aceitação?
Quando a gente descobriu, conheceu, a ferramenta M.I.Aedes, a gente falou: “Nossa, talvez seja uma estratégia que a gente pode usar, implementando às nossas ações que já acontecem”. E a gente veio conversando, trabalhando e falou: “Vamos tentar”. Porque a gente precisava tentar mais alguma ferramenta, só o que a gente tinha a gente percebia que não era o suficiente. O processo de implantação foi bem positivo. Antes de tudo começar, a gente conversou com a empresa, com a equipe, que nos mostrou como seria. E a aceitação, de verdade, foi muito boa.
Hoje, quais benefícios práticos vocês observam no uso do M.I.Aedes nas ações de saúde pública?
O M.I.Aedes para nós, hoje, é uma ferramenta muito importante e, assim, fundamental mesmo, porque ela consegue nos mostrar o que os agentes demoravam talvez uma semana, duas, três semanas. E a armadilha está ali, pronta, e a informação eles têm diariamente ali, então a gente consegue traçar mais rapidamente as próximas ações daquela semana, consegue combater naquela região onde foi encontrado o mosquito, no caso a fêmea, ou foi encontrado os casos. O M.I.Aedes veio nos favorecer, tanto que nosso número de casos hoje é o menor da região.
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Márcio Oliveira Carvalho – Coordenador da Vigilância Sanitária de Ituverava/SP
Como era o trabalho da equipe de vigilância antes da implantação do M.I.Aedes?
Bom, antes do M.I.Aedes, que é essa ferramenta que foi adquirida pela Secretaria de Saúde, implantada no município, a equipe saía para a rua para fazer uma rotina casa a casa. Pegava um ponto da cidade e ia na sequência dos quarteirões dentro do município. Fazia lá suas visitas, suas orientações. E a gente não tinha um controle absoluto disso para fazer a mensuração, onde estava mais complicado, menos infestado, enfim.
O que mudou com a chegada da ferramenta?
Quando foi apresentada essa ferramenta para a gente, o M.I.Aedes, a gente achou muito interessante. Por quê? Pelo controle, em tempo real, da situação de infestação do mosquito Aedes no município. E isso foi muito interessante. A cidade de Ituverava, após a ferramenta, se for comparada a outros municípios que têm a mesma população ou a mesma proporção populacional, Ituverava está bem abaixo. E sempre foi uma cidade que esteve acima dos índices aceitáveis. Sempre teve infestação, sempre teve epidemias aqui. E hoje, por mais casos positivos que tenha, está dentro de um controle.
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De que forma o M.I.Aedes melhorou a eficiência do trabalho de campo?
Essa ferramenta nos ajudou muito e nos auxilia muito, porque a gente consegue focar realmente onde está o problema. Então, o serviço do agente de campo é muito mais efetivo e a gente consegue mensurar isso com relatórios, com números e traçar novas oportunidades ou novas metas de trabalho para a equipe.
Um outro ponto positivo com a M.I.Aedes é que, no momento de estabilização, a equipe continuou fazendo monitoramento das armadilhas, porém a outra equipe está disponível para fazer outros trabalhos, que é a parte educacional, nas escolas, a parte de visita a postos de saúde para orientação, enfim, trabalha toda a parte preventiva. Então a gente tem trabalhado mais escolas, tem trabalhado mais bairros, tem trabalhado mais pontos críticos para fazer informação e orientação. É muito gratificante, tanto para a gente quanto para a equipe.
E como a população percebe esse trabalho?
Quando você vai para um determinado bairro para fazer um levantamento do que está acontecendo, seja por uma contaminação ou seja pela virologia de uma armadilha, é quando você descobre onde está o foco, você elimina aquele foco. Isso nos dá muita credibilidade, porque você falando e mostrando para o morador que o problema estava ali – não por culpa dele, mas talvez por um descuido – isso nos traz satisfação, porque você sabe que resolver o problema não é só ter o apontamento do problema, mas a solução do problema.
Conte com a tecnologia M.I.Aedes também no seu município ou região
O M.I.Aedes – Monitoramento Integrado do Aedes, da Ecovec, é uma ferramenta inovadora que permite identificar em tempo real os locais com maior infestação do Aedes aegypti. Por meio de armadilhas estratégicas e análise laboratorial, o sistema fornece dados confiáveis sobre a presença do mosquito e até mesmo sobre a circulação de vírus antes de surtos declarados, possibilitando intervenções rápidas e precisas.
Além de otimizar o trabalho dos agentes de campo, o M.I.Aedes garante melhor alocação de recursos, economia operacional e maior eficiência no combate à dengue. Com relatórios semanais e suporte técnico especializado, gestores de saúde pública conseguem planejar ações preventivas e avaliar continuamente seus resultados, tornando o controle do vetor mais ágil, eficaz e sustentável.
Conte com esse poderoso aliado também na sua cidade. Fale com a Ecovec pelo WhatsApp: (31) 99324-1598 ou acesse o fale conosco aqui no site.




