Case de Sucesso contra a Dengue: M.I.Aedes em Santos/SP

Case de Sucesso contra a Dengue: M.I Aedes em Santos/SP

O município de Santos, em São Paulo, tem se destacado nacionalmente pelas estratégias inovadoras no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. Entre as iniciativas adotadas, o uso da tecnologia M.I.Aedes vem se mostrando essencial para tornar o monitoramento mais eficiente e as ações de controle mais precisas. 

Confira como essa parceria tem gerado resultados concretos na cidade e pode inspirar outras regiões a seguir o mesmo caminho.

O cenário da dengue em Santos, São Paulo

Em 2025, a cidade de Santos seguia em estado de alerta para o mosquito Aedes aegypti. A Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada em maio pela Secretaria de Saúde de Santos, indicou um índice de Breteau (IB) de 2,6, enquanto a avaliação de janeiro marcava 3,4. De acordo com o Ministério da Saúde, índices entre 1 e 3,9 configuram um sinal de alerta.

Foram inspecionados 5.388 imóveis durante esta segunda ADL de 2025, com 139 amostras identificadas como Aedes aegypti. Até junho deste ano, a Prefeitura de Santos registrou 1.906 casos de dengue e 43 casos de chikungunya.

Medidas adotadas pelo município

Apesar dessas cifras, Santos não decretou estado de emergência, porque o município não ultrapassou o limite de 1.260 casos (equivalente a 300 por 100 mil habitantes) que levaria a essa medida, mas intensificou a conscientização e o combate ao mosquito da dengue, inclusive reforçando a importância da vacinação, incentivando pais a levarem crianças e adolescentes de 10 a 14 anos ao posto, seguindo o esquema de duas doses com intervalo de três meses.

Além disso, empregou a tecnologia na luta contra a dengue, usando drones para monitorar áreas de difícil acesso e armadilhas inteligentes que permitem o monitoramento da infestação, o M.I.Aedes, que se tornou essencial na estratégia bem-sucedida de controle da arbovirose, como você confere a seguir.

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Como o M.I.Aedes vem ajudando Santos no combate à dengue

O M.I.Aedes (Monitoramento Integrado do Aedes) é uma solução tecnológica adotada por diversos municípios brasileiros para potencializar o combate ao mosquito Aedes aegypti. Em Santos, o sistema tem sido uma das principais ferramentas de modernização das ações de vigilância e controle vetorial, transformando o município em uma verdadeira cidade inteligente no combate à dengue.

Além de oferecer dados atualizados semanalmente, o M.I.Aedes permite que a cidade atue de maneira pontual e estratégica, concentrando esforços nas áreas de maior incidência e otimizando os recursos disponíveis. As armadilhas distribuídas pelo município fornecem indicadores precisos, que são visualizados em mapas e gráficos georreferenciados, apoiando o planejamento e a tomada de decisões em tempo real.

Segundo Marcelo Brenna, responsável técnico pelo Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV) da Prefeitura de Santos:

“A partir do momento que a gente adota novas tecnologias, a gente consegue direcionar o trabalho de uma forma mais assertiva e mais efetiva. Com o monitoramento, que cobre toda a dimensão da área urbana do município, conseguimos tomar decisões rápidas com base em dados atualizados semanalmente.”

Esse monitoramento contínuo tem permitido não apenas intervenções pontuais, em torno das armadilhas com maior atividade, mas também ações ampliadas em bairros inteiros, conforme a análise dos dados agrupados.

A seguir, confira a entrevista completa com Marcelo Brenna e entenda, em detalhes, como o trabalho em Santos tem se tornado referência nacional no controle do Aedes aegypti.

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Entrevista com Marcelo Brenna, responsável pelo CCZV de Santos

Marcelo, poderia nos contar um pouco sobre o histórico das atividades do CCZV?

“A gente existe como atividade de controle de vetores, voltada ao controle de Aedes aegypti, transmissor da dengue, desde 1997, época da criação do PEA, o Programa de Erradicação do Aedes aegypti, e algumas ações complementares. Ainda que as atividades não tenham se modificado, ao longo do tempo, a dinâmica vem se modernizando.”

De que forma a tecnologia do M.I.Aedes melhora a atuação operacional?

“A partir do momento que a gente adota novas tecnologias, a gente consegue direcionar o trabalho de uma forma mais assertiva e mais efetiva. No momento em que você tem uma periodicidade semanal, uma renovação dos indicadores, permite que você tenha mais dinamismo em direcionar essas medidas de controle.”

De que forma esses dados são utilizados na rotina da equipe?

“Com esse monitoramento, que é bastante completo, cobre toda a dimensão da área urbana do município, a gente toma decisões de forma mais rápida. A gente tem toda semana uma atualização de dados, toda semana a equipe está em campo, fazendo monitoramento, vendo resultados, e esses resultados são tabulados e são analisados com os mapas, os gráficos, que são postos para a gente, e aí a gente discute com a equipe de campo o direcionamento de medidas.”

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Você poderia dar um exemplo prático de como isso impacta as ações de campo?

“A gente saber onde estão os focos principais dos mosquitos permite tanto direcionamento pontual em cima de resultados mais individualizados das armadilhas, como resultados agrupados. A gente fala: ‘bom, a gente tem tal armadilha, está capturando tanto seguidamente, por várias semanas seguidas, a gente precisa intervir em algo naquele entorno’, não necessariamente no local onde está a armadilha, mas naquele entorno da armadilha, aquele raio de 250 metros ao redor da armadilha.”

E como essa análise mais ampla contribui para estratégias em escala de bairro ou setor?

“Essa armadilha que está capturando muito: como é o comportamento das pessoas que estão em volta dela? Como é que está o bairro onde estão essas armadilhas? Isso permite que a gente programe ações de intensificação pontualmente ou de forma mais ampliada, pegando um bairro ou setores de determinado bairro, ou como a gente distribui aqui por área: quais os bairros que compõem aquela área, quais merecem uma intervenção mais imediata.

Para finalizar, qual a sua visão sobre o papel da tecnologia no combate à dengue?

“Eu acho que investir em tecnologia é investir em qualificar os serviços que a gente executa. A gente pode continuar utilizando os métodos tradicionais, fazer mais do mesmo, mas possivelmente a gente não vai ter outro resultado. Investir em ferramentas que nos permitam ser mais assertivos e mais efetivos, eu acho essencial.”

Conte com a tecnologia M.I.Aedes também no seu município ou região

A Ecovec oferece a solução M.I.Aedes – Monitoramento Integrado do Aedes, ideal para prefeituras, secretarias municipais e centros de zoonoses interessados em prevenir arboviroses de forma eficaz.

Principais benefícios:

  • Cobertura urbana completa, com armadilhas estrategicamente distribuídas e vistoriadas semanalmente.
  • Dados georreferenciados em tempo real, permitindo ações rápidas e localizadas.
  • Análise visual por meio de mapas, gráficos e relatórios que facilitam o planejamento.
  • Redução de custos com monitoramento e intervenção preventiva.
  • Melhora da eficiência operacional, com equipes focadas nos pontos mais críticos.

Quer saber como implementar o M.I.Aedes em sua cidade? Fale com a equipe da Ecovec via WhatsApp no (31) 99324-1598 ou acesse o Fale Conosco em nosso site.

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