Case de Sucesso contra a Dengue: M.I.Aedes em Porto Alegre/RS

Case de Sucesso contra a Dengue: M.I.Aedes em Porto Alegre/RS

Ao longo da última década, Porto Alegre tem vivenciado um aumento constante no risco de transmissão de dengue. Apesar do clima temperado, a capital gaúcha passou a conviver com o Aedes aegypti de forma permanente, registrando transmissão autóctone e intensa circulação viral em diferentes regiões da cidade. Nesse cenário, a necessidade de aprimorar a vigilância e tornar as ações de controle mais eficientes levou o município a buscar soluções tecnológicas inovadoras.

Foi assim que começou a parceria da Prefeitura de Porto Alegre com a Ecovec. Desde 2012, a cidade utiliza o M.I.Aedes como ferramenta estratégica para monitoramento, detecção precoce e tomada de decisão baseada em evidências. O resultado dessa integração é um dos programas mais consistentes e modernos de vigilância do vetor no Brasil.

O cenário da dengue em Porto Alegre

A introdução do Aedes aegypti em Porto Alegre, registrada pela primeira vez em 2001 nos bairros Nonoai e Teresópolis, marcou o início de um processo de expansão que culminaria na infestação de toda a cidade em 2016. A transmissão local de dengue começou em 2010 e, desde então, diferentes sorotipos circularam no município, acompanhando o aumento populacional do mosquito.

O comportamento do vetor alterou significativamente a dinâmica epidemiológica local. Com registros de mosquitos mesmo nos meses frios e a presença crescente de casos importados que alimentam novas cadeias de transmissão, o município passou a enfrentar um desafio semelhante ao de outras grandes cidades brasileiras: manter vigilância constante, identificar rapidamente áreas críticas e agir de forma preventiva diante de qualquer sinal de aumento da infestação.

Diante dessa complexidade, os métodos convencionais de monitoramento, como os levantamentos larvários anuais, já não ofereciam a rapidez e a precisão necessárias para orientar as equipes de vigilância.

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Como o M.I.Aedes vem ajudando Porto Alegre no combate à dengue

Cenário pré-implantação

Antes da adoção do M.I.Aedes (Monitoramento Integrado do Aedes), Porto Alegre dependia exclusivamente dos LIRAas e de levantamentos larvários tradicionais. Esses métodos eram trabalhosos, exigiam ampla mobilização de equipes e forneciam resultados pontuais, que não representavam a dinâmica real da infestação. Além disso, por medirem apenas formas imaturas do mosquito, muitos resultados não expressavam o risco concreto de transmissão, já que apenas as fêmeas adultas são capazes de transmitir arboviroses.

O município também lidava com um número crescente de casos importados, o que tornava ainda mais urgente identificar, com precisão, em quais regiões da cidade as ações de controle precisariam ser intensificadas. Era evidente a necessidade de uma abordagem mais integrada, com dados atualizados continuamente e indicadores que refletissem o risco real.

Desafio

O desafio de Porto Alegre consistia em substituir metodologias pouco sensíveis por um sistema capaz de monitorar semanalmente a presença de fêmeas adultas do Aedes aegypti e de identificar com antecedência áreas de risco.

Além disso, era necessário digitalizar o fluxo de informações, aprimorar o controle operacional e permitir que a vigilância atuasse de forma rápida e direcionada. Integrar entomologia, circulação viral e dados epidemiológicos em uma única lógica de decisão era fundamental para fortalecer a resposta municipal.

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Solução proposta

A implantação do M.I.Aedes em 2012 representou uma mudança profunda na estratégia de vigilância de Porto Alegre. As armadilhas MosquiTRAP foram distribuídas de forma uniforme em bairros estratégicos, permitindo monitoramento contínuo das fêmeas adultas do Aedes aegypti. A partir dessas coletas, o município passou a contar com indicadores semanais como o IMFA (Índice Médio de Fêmeas de Aedes) e o IPM (Índice de Positividade das Armadilhas), além de índices mensais como o IMFAP, que trazem uma leitura precisa do risco ao longo de todo o ano.

Outro avanço importante foi a incorporação da análise molecular, que permite identificar vírus e sorotipos circulantes em mosquitos capturados. Dessa forma, Porto Alegre passou a detectar não apenas a presença do vetor, mas também os potenciais gatilhos epidemiológicos para novos surtos, fortalecendo o vínculo entre vigilância ambiental e vigilância em saúde.

Entre 2013 e 2016, a adoção do sistema Dengue-Report, da Ecovec, trouxe modernização ao registro das vistorias domiciliares, substituindo formulários em papel por dispositivos digitais. Essa mudança reduziu erros de transcrição, acelerou a entrada de dados nos sistemas internos e permitiu maior controle sobre a rotina e a produtividade das equipes de campo.

A partir de 2021, o trabalho foi ampliado com a prestação de serviço completo pela Ecovec, envolvendo uma equipe técnica composta por biólogo, supervisor e nove técnicos de monitoramento, garantindo padronização e qualidade operacional em todas as etapas do processo.

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Resultados

Os resultados alcançados ao longo dos mais de 13 anos de parceria são expressivos. Desde 2016, Porto Alegre deixou de depender dos LIRAas anuais, substituindo-os pelos indicadores gerados semanalmente pelo M.I.Aedes. Essa mudança trouxe eficiência, redução de custos e, sobretudo, uma leitura mais realista do risco de transmissão.

O município passou a identificar rapidamente regiões críticas e a direcionar suas equipes com maior precisão, especialmente em áreas onde a infestação é historicamente mais elevada. A integração entre monitoramento entomológico e vigilância epidemiológica possibilitou respostas mais rápidas diante da circulação viral, reduzindo o intervalo entre a detecção do risco e a execução das ações em campo.

Além disso, a equipe técnica da Prefeitura de Porto Alegre destaca a qualidade do serviço prestado e sua importância para a eficácia do controle vetorial do município ao longo dos anos. A continuidade da parceria com a Ecovec se consolidou como parte essencial da estratégia municipal de prevenção à dengue.

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Conte com a tecnologia M.I.Aedes também no seu município ou região

A experiência de Porto Alegre demonstra como a combinação de monitoramento inteligente, análise de dados e tecnologia pode transformar a vigilância da dengue. Em um contexto de expansão nacional do Aedes aegypti, contar com indicadores semanais, detecção precoce de vírus e sistemas integrados tornou-se indispensável para agir com agilidade e assertividade.

O M.I.Aedes oferece justamente essa capacidade: armadilhas distribuídas estrategicamente, plataforma de monitoramento com mapas e relatórios automatizados, análises laboratoriais de vírus, indicadores avançados e suporte técnico especializado. É uma solução completa para gestores que desejam fortalecer seus programas de vigilância e otimizar recursos.

Conte com o M.I.Aedes na sua cidade. Fale com a Ecovec pelo WhatsApp: (31) 99324-1598 ou acesse a área “Fale Conosco” do site.

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