A dengue é uma das doenças mais preocupantes do Brasil. Durante períodos de surtos e aumento dos casos, é comum que os tutores passem a observar seus animais de estimação com mais atenção e se perguntem: será que os pets também podem ser infectados?
A dúvida faz sentido. Afinal, cães e gatos também convivem com mosquitos dentro de casa e estão sujeitos às suas picadas. Mas será que isso significa que eles podem contrair dengue? E quais são os riscos reais que os mosquitos representam para a saúde destes animais?
Confira neste artigo o que a ciência tem a dizer sobre o assunto.
Mito ou verdade: cachorro e gato pegam dengue?
Não, cachorros e gatos não pegam dengue. Mesmo que um mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus pique o seu pet, a picada não faz com que cães e gatos desenvolvam a doença.
O médico-veterinário Nirley Formiga, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio Grande do Norte, explica que cães e gatos também não contraem Zika ou Chikungunya, outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti.
Além disso, eles também não transmitem dengue para outros animais nem para as pessoas. No ciclo urbano da dengue, os seres humanos são os principais hospedeiros responsáveis pela manutenção da transmissão.
Quando uma fêmea do mosquito pica um animal, ela está buscando uma refeição sanguínea para obter nutrientes necessários ao desenvolvimento dos ovos. As proteínas presentes no sangue são fundamentais para a formação e maturação dos ovos das espécies de mosquitos que dependem desse tipo de alimentação para se reproduzir.
No entanto, quando o alvo é um cão ou um gato, o ciclo da dengue não continua. O arbovírus não consegue estabelecer uma infecção capaz de manter a transmissão da doença, razão pela qual os pets não adoecem nem funcionam como fonte de disseminação do vírus para outras pessoas.
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Por que o vírus da dengue não ataca os pets?
Para entender por que esses animais não pegam dengue, é preciso compreender uma característica fundamental dos vírus: eles só conseguem se multiplicar quando encontram células compatíveis para invadir.
É como uma chave que só gira em uma fechadura específica, como explicamos em detalhes no nosso artigo sobre tropismo viral. Resumindo, cada vírus possui mecanismos específicos para reconhecer e entrar em determinados tipos de células. Se essa compatibilidade não existe, a infecção não consegue avançar.
Com o vírus da dengue ocorre algo semelhante. Ele é altamente adaptado para se replicar em seres humanos e, na natureza, também pode infectar alguns primatas não humanos que participam de ciclos silvestres de transmissão em determinadas regiões do mundo.
Isso não significa, porém, que esses animais pegam dengue da mesma forma que as pessoas. Quando falamos em dengue, normalmente nos referimos à doença clínica caracterizada por sintomas como febre, dores no corpo e mal-estar. Em muitos animais, as evidências científicas apontam principalmente para a infecção ou exposição ao vírus, sem que necessariamente desenvolvam a doença da mesma maneira observada em humanos.
No caso dos animais domésticos, os tutores podem ficar tranquilos: cães e gatos não oferecem as condições biológicas necessárias para que o vírus da dengue se multiplique de forma eficiente e mantenha seu ciclo de transmissão. Os próprios mecanismos de defesa dos animais contribuem para impedir que o vírus se estabeleça no organismo e provoque a doença observada em humanos.
Mas é importante lembrar que a dengue não é a única doença associada aos mosquitos. Outras doenças transmitidas por esses vetores podem ameaçar seriamente a saúde dos animais.
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O verdadeiro perigo: doenças que os mosquitos transmitem aos animais
O fato de cães e gatos não pegarem dengue não significa que eles estejam livres dos riscos associados aos mosquitos. Isso porque os mosquitos podem, sim, ser vetores de outras doenças para os animais de estimação, algumas delas potencialmente fatais quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente.
Confira as principais doenças de mosquitos em cães e gatos:
Dirofilariose (verme do coração)
A dirofilariose é uma doença causada pelo parasita Dirofilaria immitis, conhecido popularmente como verme do coração. A transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos infectados, incluindo espécies dos gêneros Culex, Anopheles, Ochlerotatus e o Aedes, que transmite a dengue.
Após a infecção, os vermes podem se instalar principalmente no coração e nas artérias pulmonares dos animais, causando problemas cardiorrespiratórios que podem evoluir para quadros graves e até mesmo levar à morte. Os cães são os principais hospedeiros da doença, mas os gatos também podem ser infectados.
Leishmaniose
Outra ameaça importante é a leishmaniose, uma zoonose causada por protozoários do gênero Leishmania. A transmissão ocorre por meio da picada de flebotomíneos, como o Lutzomyia longipalpis – principal espécie responsável pela transmissão no Brasil – conhecidos popularmente como mosquito-palha, asa-dura, birigui ou tatuquira, dependendo da região do país.
Os cães são considerados os principais reservatórios urbanos da leishmaniose visceral e podem desenvolver sintomas como perda de peso, alterações de pele, crescimento excessivo das unhas, lesões cutâneas e comprometimento de órgãos internos.
Além do impacto sobre os animais, a doença também representa um desafio para a saúde pública porque pode afetar seres humanos.
O mosquito continua sendo um inimigo comum da casa
Embora, como vimos, a resposta para a pergunta “cachorro pega dengue?” seja não, a presença de mosquitos dentro e ao redor das residências continua representando riscos para toda a família.
Enquanto os seres humanos podem ser expostos a doenças como dengue, Zika e chikungunya, os animais podem sofrer com enfermidades transmitidas por vetores que comprometem sua qualidade de vida e podem exigir tratamentos longos e complexos.
Por isso, reduzir a presença de mosquitos no ambiente é fundamental para proteger a saúde de toda a família.
Saiba mais: Existe mesmo um tipo de sangue preferido pelos mosquitos?
Como a Ecovec protege humanos e animais no mesmo território
A saúde das pessoas, dos animais e do ambiente está diretamente conectada. Esse é o princípio da Saúde Única (One Health), abordagem reconhecida por organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que entende que a saúde humana, animal e ambiental são interdependentes.
Quando a população de mosquitos aumenta em uma região, os impactos não se limitam ao risco de dengue, pois esses vetores podem transmitir outras doenças perigosas a humanos e animais.
Por isso, combater os mosquitos de forma eficiente exige mais do que ações pontuais. É necessário identificar onde os focos estão surgindo, monitorar a evolução das populações de vetores e direcionar os esforços de controle para os locais com maior risco.
É exatamente essa a proposta do M.I.Aedes, tecnologia desenvolvida pela Ecovec para o monitoramento inteligente do Aedes aegypti. O sistema utiliza uma rede de armadilhas georreferenciadas e análise de dados para acompanhar a dinâmica das populações de mosquitos e gerar informações estratégicas para as equipes de vigilância.
Com os dados gerados pelo monitoramento, os municípios conseguem identificar áreas críticas, direcionar ações de campo com maior precisão e atuar de forma mais preventiva no controle dos vetores.
Menos vetores significam mais proteção para as pessoas, mais segurança para os animais de estimação e melhores condições para a saúde coletiva das comunidades.
Quer saber como contar com essa proteção no seu município? Fale com a Ecovec pelo WhatsApp: (31) 99324-1598 ou solicite contato através do site.




